
JARIEL . MENINO E ALMA
Eu morri há muito tempo, só não sei quando. Não sei se foi no colégio quando pensei ter me apaixonado, não sei se foi naquele dia no curso em que eu estava tão pra baixo que todo mundo perguntou se tinha algo acontecendo. Não sei se me sufoquei nas mentiras ou se morri tentando impressionar os outros. Só sei que morri, pode ter sido quando chutei aquela macumba quando fui caminhar, pode ser aquele grande choque que tomei no viu desencapado do ventilador. Pode ser quando fiz um desenho estranho numa tabua e figurei ritos místicos e depois senti uma forte dor no peito. Não sei se morri no meu primeiro beijo. Não sei se foi nas varias vezes em que quase fui atropelado por andar de cabeça baixa, como quando aquele carro deslizou na pista molhada e bateu na placa atrás de mim. Não sei, mas sei que morri.
Há tempos me cansei de estudar, perdi totalmente o gosto, parece que perdi os sentimentos. Não sei amar, nem ao menos gostar. Sexo é um prazer de momento, beijo às vezes me enjoa. Um boquet com halls pode ser bom, mas estou frio como um morto. Fico com quem quiser ficar comigo, nem faço questão de escolher. Se me ama não tem jeito, eu nem sinto amor no peito, se me deixas eu nem beijo, nem choro, nem me queixo, simplesmente deixo. Sou incapaz de sentir este desespero. O que aprendi com isso tudo: NADA. Apenas sexo e beijo.
Mas sentimentos eu não vejo, nem sinto. Minto; tenho medo de morrer. Morro ao fim se não conseguir me libertar ao fim desse mês, engulo minhas tristes tardes de setembro. Tenho pouca esperança, pois não sinto força pra lutar. Queria chorar, me desesperar, mas meu corpo parece não saber o que é isso. Estou vazio, minha mente não quer aprender, nem se desprender da doença. Estou preso, se não me livro eu morro. Sem publicar meus versos, sem livro, morro sozinho.

bjokas,,e xuxexo pois tudo que um anjo toca vira ouro..amu vc
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